domingo, 28 de novembro de 2010

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Vanquish - Análise

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História - 8

A história de Vanquish tem lugar num futuro não muito distante onde a população mundial atingiu um número demasiado elevado para ser sustentável. De forma a combater a escassez de recursos, os Estados Unidos criam uma base espacial com a finalidade de recolher energia solar e utiliza-la para abastecer o país. O que ninguém esperava é que a nova força Russa tomasse conta da estação e a utilizasse para destruir San Francisco. Com as baterias apontadas a New York como próximo alvo, é altura de agir e reaver o controlo da estação.

Nesta aventura tomam controlo de Sam, um soldado equipado com uma armadura altamente avançada da DARPA, que é recrutado para entrar no terreno e ajudar a reconquistar o O'Neill Cylinder, das mãos da Order of the Russian Star. Lado a lado com os membros da Bravo Company, chamados para a mesma missão, Sam vai ser constantemente ajudado pela sua colega da DARPA, Elena Ivanova de forma a levar a missão a bom porto.


Gráfico - 9

Um dos grandes destaques vai para a iluminação de Vanquish. Em geral, o jogador pode notar reflexos nas armaduras, oriundos de explosões ou mesmo de luzes artificiais. Outro elemento que merece ser ressaltado é a animação. Conforme já mencionamos, tudo flui bem e com muito estilo. Repare na maneira como Sam troca de armas.

Som - 9,5

Temos o áudio de Vanquish. Mais uma vez, a Platinum Games mostrou que sabe o que está fazendo, trazendo trilhas totalmente cabíveis com a atmosfera do jogo. O resultado são músicas predominantemente eletrônicas e que conseguem destacar bem as emoções do game.

Os efeitos sonoros não se limitam a simples explosões que parecem ter sido retiradas de um banco de arquivos de áudio. Aqui, você escuta não somente o “boom”, mas os circuitos entrando em curto, o ferro sendo distorcido e diversos outros detalhes.

Gameplay - 9,5

Mas é na jogabilidade e acção que Vanquish consegue realmente ser explosivo e altamente divertido. A jogabilidade mistura a acção na terceira pessoa a fazer lembrar a velocidade de clássicos como Contra, mas em 3D e com gráficos da nova geração.
Sam anda sempre equipado com a tecnologia Blade, que suporta até 4 armas que podem variar entre metralhadoras, lâminas voadoras, snipers e até lança-rockets.
As armas embora utilizem padrões actuais de disparo, são feitas como modelos futuristas das mesmas, havendo até espaço para algumas liberdades criativas.

A armadura de Sam, a ARS, como é conhecida, serve para desempenhar várias funções além da protecção básica.
Com ela podem abrandar o tempo usando o conhecido efeito de Bullet-Time, que pode ser activado em qualquer situação ou automaticamente numa fase crítica. À medida que dão uso ao escudo ou às várias habilidades vão gastando energia que precisam para manter a armadura a funcionar normalmente, mas após descarregada, é possível morrer muito mais facilmente.
Outra forma de usar a energia do ARS pode ser a aplicação da mesma ao uso de ataques físicos, extremamente úteis e poderosos, mas que descarregam de imediato o fato, por isso há que usar este ataque com algum cuidado e estratégia.
Em termos de movimentação, Vanquish influência-vos a agir depressa, para tal, o ARS vem equipado com vários propulsores que permitem que Sam se desloque a deslizar, muito mais depressa que o pelos cenários, chegando assim mais rapidamente às zonas com cobertura, ou então, passar pelas zonas mais movimentadas e assim chegar a pontos estratégicos. Tudo isto é bastante dinâmico e funciona muito bem, oferecendo sequências de tiroteios empolgantes e carregadas de estilo.
A juntar a isto, existe todo um exército de robôs da Order of the Russian Star, que funcionam como a vossa oposição e estes tanto podem variar entre máquinas do tamanho humano, como robôs do tamanho de prédios, apetrechados com lança misseis e lasers, tudo isto ao mesmo tempo. Estas sequências contra bosses gigantescos são normalmente bem realizadas e divertidas, apenas perdendo algum fulgor quando ficam muito tempo a realizar a mesma operação, simplesmente porque uma determinada peça ou parte do corpo é demasiado resistente.

Se há algo que Vanquish faz de forma bastante interessante é o seu método de evolução das armas que podem usar. Se conservarem o carregador de uma arma cheio até ao máximo, a próxima vez que apanharem munições para a mesma arma, esta acaba por evoluir um nível, podendo dar mais dano ou até ter direito a mais balas dentro do carregador. É de facto uma novidade muito bem vinda e que faz todo o sentido, pois, se é impossível apanhar as munições extra, ao menos estas ganham uma nova função.

Em relação à apresentação, Vanquish consegue ser um jogo bastante apelativo a nível visual, especialmente quando os cenários estão cheios de tiros e explosões, com robôs a aparecerem de todos os lados. A arquitectura do O'Neill Cylinder faz lembrar a espaços aquilo que foi visto no primeirao Halo, com vários edifícios desenhados à distância como se fizessem parte do céu. Mesmo assim, tudo isto parece um pouco desfocado tendo em conta que todos os cenários foram desenhados com cores a oscilar entre cinzentos e brancos.
No que toca às personagens, podem contar com modelos bem definidos embora estejam dentro da típica interpretação japonesa do que é uma figura ocidental.

Nota Final - 9

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